quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Minha filha menstruou, e agora?

Saiba como agir quando sua filha menstruar pela primeira vez


Se nas gerações anteriores as meninas menstruavam entre 14 e 16 anos, hoje entre 9 e 13 anos a primeira menstruação ou menarca, como é chamada, pode vir a qualquer momento. Mesmo parecendo precoce, os pais só devem se preocupar com a primeira menstruação das meninas caso ela apareça antes dos oito anos de idade.
Antigamente, a maioria das meninas era pega de surpresa e não entendia o que estava acontecendo. Hoje, as adolescentes aprendem em casa ou na escola que a menstruação é uma mudança biológica natural e que toda menina um dia enfrentará.
No entanto, menstruar pela primeira vez ainda é uma experiência que vem acompanhada pelo medo, vergonha e muitos questionamentos. Sem contar o desconforto com as cólicas e com o uso do absorvente. A maioria não gosta que o pai saiba e esconde a “novidade” até das amigas mais próximas.
E não são só as pré-adolescentes que sofrem com a primeira menstruação. Os dilemas envolvendo o assunto também deixam muitas mães em dúvida sobre como agir diante da situação.

Como devo agir?

Encare com naturalidade a primeira menstruação da sua filha. Por mais emocionante que seja o momento, não é preciso fazer festa, dar presentes e muito menos sair espalhando para toda a família. A menarca é um momento íntimo e precisa ser respeitado.

Cada garota lida com a situação de maneira diferente. Portanto, se sua filha não aceitar muito bem a novidade, evite dizer frases como “pare de frescura” ou “não estamos mais no tempo da sua avó”.
O que a menina precisa neste momento é de segurança e de um tempo para se acostumar e aceitar a menstruação com tranquilidade.
Lembre-se que você também já passou por isso e aproveite o momento para conversar com ela e dar dicas sobre a importância de cuidar da saúde íntima, sobre relações sexuais. Explique que o corpo dela agora está preparado para gerar uma criança e que aquele sangue é o resultado do desprendimento de células que foram produzidas para forrar o útero como um “acolchoado” óvulo que, se for fecundado, dará origem a um feto. Quando o útero não recebe um óvulo fecundado, se desprende e é eliminado pelo organismo.
Não se esqueça de frisar que é um processo natural, que acontece com todas as mulheres. Se achar que estes assuntos são delicados demais para você, o ginecologista pode ajudar. Lembrando que quando ocorre a menarca o ideal é levar a menina ao médico, mas ela ainda não precisa fazer exame ginecológico, somente quando passar a ter atividade sexual.


Aqui em baixo algumas dicas :




12 dicas para combater a cólica menstrual

A cólica acompanha os ciclos menstruais da maioria das mulheres e é provocada por um aumento de uma substância do útero que gera contrações. Se você sofre com essas dores todos os meses, confira algumas dicas de como se livrar da cólica menstrual e dos desconfortos causados


1. Medicamentos

Os medicamentos para cólicas menstruais são à base de antiespasmódicos ou ainda são feitos com anticoncepcional. Porém, todo medicamento deve ser tomado apenas sob orientação médica e seguindo fielmente a duração, horários e doses indicadas.

2. Homeopatia

A homeopatia pode ser uma ótima alternativa para amenizar a cólica menstrual. Variando de paciente para paciente, as indicações de remédios homeopáticos costumam incluir ervas como Lachesis, Sépia, Calcarea Carbônica, Caulophyllum ou Chamomilla.

3. Descanso

É importante descansar se você estiver com muita dor. Uma sugestão é se deitar de barriga para baixo, apoiada em um travesseiro, comprimindo suavemente o ventre para diminuir a cólica menstrual.

4. Atividade física

Algumas atividades físicas auxiliam na diminuição destas terríveis dores mensais. Entre elas estão a ioga, o alongamento, a caminhada ou andar de bicicleta. Quando praticados regularmente, estes exercícios liberam endorfinas e ocorre uma diminuição das dores.

5. Pilates

O pilates durante a época das cólicas pode ser um grande aliado da mulher. Nesse período, a atividade realizada no centro de força, o abdômen, ameniza as dores. Porém, os exercícios do pilates devem ser menos intensos, controlando sempre a respiração para diminuir as tensões que potencializam as dores menstruais.

6. Chás

Os chás também podem ajudar muito no combate às cólicas menstruais. A canela é utilizada no tratamento da cólica desde a antiguidade e ervas como a “angélica chinesa” tem efeito antiespasmódico, já a “agoniada”, tem efeitos analgésicos.

7. Acupuntura

O tratamento de acupuntura tradicional auxilia na diminuição das dores durante a menstruação, pois a aplicação das agulhas tem efeito analgésico. Além disso, a acupuntura regula o ciclo menstrual.

8. Bolsa de água quente

O calor estimula a irrigação e relaxa a musculatura, fazendo com que as contrações no útero causem menos dor. Por isso, vale também colocar a tradicional bolsa de água quente na região lombar e no abdômen.

9. Massagens

Algumas massagens  podem combater não só as cólicas menstruais mas também os sintomas da TPM. Entre elas estão a massagem chinesa e a Ayurvédica, pois nestas massagens, os pontos pressionados ajudam no tratamento destes incômodos.

10. Alimentação adequada

Os alimentos consumidos durante estes dias devem conter cálcio, como os laticínios e os vegetais escuros. A ingestão de alimentos que contém magnésio, como, a soja, a banana, a beterraba, a aveia, o tofu, a couve e a abobrinha também é recomendada. As gorduras poliinsaturadas também são indicadas neste período e estão presentes no salmão, no atum e na castanha do Pará. Estes alimentos tem efeito antiinflamatório natural e ainda ajudam a relaxar os músculos.

11. Alimentos não recomendados

Alguns alimentos devem ser evitados para que não haja produção ainda maior de hormônios femininos. Dentre eles estão os alimentos ricos em gorduras, os embutidos e também as bebidas que contém cafeína.

12. Estresse

Procure fugir das situações de estresse porque neste período, as dores podem fazer com que você fique mais facilmente irritada e perca o controle. Para aliviar as tensões, recomenda-se florais de Bach, pois estes neutralizam a agressividade.
Adote hábitos saudáveis para que seu corpo sofra menos com as cólicas menstruais e você ficará mais disposta durante a menstruação. Seguindo algumas destas dicas você já estará dando o pontapé inicial para a diminuição das dores menstruais.


Mitos e verdades sobre a higiene íntima

Os cuidados de higiene com a região íntima devem fazer parte da rotina das mulheres e são essenciais para ficar livre de infecções e outros problemas ginecológicos. Tire suas dúvidas a respeito dos mitos e verdades sobre a higiene íntima.

As calcinhas para usar no dia-a-dia podem ser de qualquer tecido

Mito. As calcinhas de algodão são as mais recomendadas, já que as de tecidos sintéticos impedem a respiração do local e aumentam a umidade. Deixe as lingeries de lycra ou a renda para ocasiões especiais.


Dormir sem calcinha ajuda na higiene íntima

Verdade. Quanto mais ventilada a região íntima, menor a chance de fungos e bactérias atacarem. Dormir sem calcinha é um truque, inclusive recomendado por especialistas, para que a vagina fique pelo menos por algumas horas sem ser abafada.

O sabonete íntimo é igual ao sabonete comum

Mito. Os sabonetes comuns são alcalinos e podem causar irritação ou um desequilíbrio do pH natural nessa região, o que favorece a proliferação dos fungos e bactérias. Já os sabonetes íntimos têm um grau de acidez semelhante ao da região genital. Por isso, são mais recomendados para prevenir infecções na vagina.

Usar absorvente todos os dias pode causar alergias e irritação

Verdade. Usar absorvente todos os dias deixa a região genital abafada e impede a ventilação dessa área, favorecendo a instalação de fungos e bactérias e aumentando o risco de corrimento vaginal ou infecções. Durante a menstruação, evite usar absorventes perfumados, eles podem causar alergias, coceira e irritação.

As duchas íntimas fazem parte dos cuidados com a higiene feminina

Mito. É importante saber a diferença entre os cuidados básicos que a mulher deve ter, lavando somente a região externa, com as duchas íntimas. O método da ducha íntima serve para uma limpeza mais profunda e é feito quando a mulher introduz o “chuveirinho” na vagina, mas deve ser evitado. O jato forte de água prejudica a flora vaginal normal, eliminando importantes agentes de defesa local.


7 dúvidas sobre absorventes

Eles são companheiros inseparáveis das mulheres. E não tem jeito: da adolescência até a menopausa, é preciso conviver com a menstruação e se acostumar com os absorventes. Com ou sem abas, mais longos, com cobertura especial, perfumados, com cobertura seca, largos, fininhos, internos.
A verdade é que acertar no tipo de absorvente e conhecer as formas saudáveis de uso pode diminuir o desconforto e tornar “aqueles dias” mais tranquilos. Mas será que você sabe tudo sobre o assunto? Conheça 7 dúvidas bem comuns.

1 – Qual tipo de cobertura do absorvente é mais segura para a saúde?

Os absorventes externos podem ser encontrados em versões com cobertura de extrato de algodão, que geralmente é mais macia, ou com cobertura de polietileno, que tem textura de plástico.
Não existe uma cobertura ideal, mas a mulher deve optar sempre pelo que se adaptar melhor ao seu fluxo e que proporcionar a sensação de pele sequinha. Os absorventes com cobertura de algodão têm menor probabilidade de causar alergias e irritações do que os de material sintético, mas isso varia de pessoa para pessoa.

2 – Em quanto tempo preciso trocar o absorvente?


A troca do absorvente externo deve ser feita a cada duas até quatro horas e no caso do absorvente interno, o ideal é de quatro a oito horas. Apesar de o tempo para trocar o absorvente depender do fluxo e da necessidade pessoal de cada mulher, não é aconselhável ficar por muitas horas sem trocá-lo, porque isto pode causar um odor desagradável, alergias e proporcionar a proliferação de bactérias, aumentando o risco de uma infecção.

3 – Quem é virgem pode usar absorvente interno?

Sim, sem problemas! Não há nenhum risco de romper o hímen na hora de introduzir o tampão. A diferença é que quem nunca teve relações sexuais pode sentir um pouco de desconforto ao colocar o absorvente interno.

4 – Como saber o tamanho certo do tampão interno?

É bem simples: basta escolher pela quantidade de fluxo menstrual. Caso o fluxo seja intenso, o ideal é usar o tamanho super. Na dúvida, compre um pequeno substitua ao perceber que precisa, até encontrar o tamanho ideal. Jamais escolha um maior na intenção de ficar por mais tempo sem substituí-lo.

5 – Usar absorventes diários, tipo protetores de calcinha, pode ser prejudicial?

Pode sim. Usar esses protetores todos os dias abafa a região vaginal, favorecendo a instalação de fungos e bactérias causadores de infecções.

6 – O absorvente interno pode se perder dentro do corpo?


Isso não acontece simplesmente porque ele não tem para onde ir. Como a entrada do colo do útero é menor que a ponta de um palito de fósforo e só se dilata na hora do parto, é impossível que o absorvente passe por ali.
O que pode acontecer é a “cordinha”, aquele barbante do absorvente interno que fica para fora da vagina se soltar. Mas neste caso, não é preciso se desesperar. Lave bem as mãos e introduza o polegar e o indicador no canal para puxar o absorvente. Se não conseguir, procure um médico.

7 – Preciso tirar o absorvente interno para fazer xixi?

Não é necessário. O absorvente interno fica dentro da vagina, que não tem nenhuma conexão com a uretra, que é por onde sai o xixi. E fique tranquila, se estiver bem colocado ele não vai cair.

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